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    Manejo integrado de doenças e pragas  
 
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Carlos H. Lopes, Felix H. França & Antônio C. de Ávila

Para melhor controle das doenças e pragas da batata, o sistema mais adequado, tanto do ponto de vista econômico como ecológico, é o controle integrado, que procura preservar o meio ambiente, reduzindo ao mínimo o uso de agrotóxicos, sem negligenciar, entretanto, o seu valor A eni3se é no controle cultural. Em áreas onde existe um grande número de produtores, de nada adianta se adotar todas as medidas abaixo se o vizinho não fizer o mesmo.

A seguir, encontram-se as recomendações e o programa de controle:

  • Utilizar batata-semente certificada, menos contaminada com patógenos;
  • A reutilização de batata-semente proveniente de campo de consumo só se justifica se ocorreu baixa incidência de viroses no ciclo da cultura. Algumas cultivares degeneram rapidamente devido ao acúmulo de vírus;
  • Não plantar batata mais do que duas safras seguidas na mesma área. Fazer rotação com cereais  (arroz, milho, sorgo), cana-de-açúcar ou pastagens;
  • Evitar plantar batata em área onde foram cultivadas outras plantas da mesma família como pimentão, berinjela, tomate e jiló;
  • Sempre que surgirem as primeiras plantas com viroses ou com doenças de solo, arrancá-las, junto com as plantas próximas de todos os lados, e enterrá-las profundamente ou queimá-las;
  • Eliminar sistematicamente a soqueira e as plantas daninhas no campo e em torno dele;
  • Arar o solo com três meses de antecedência de modo a expor os patógenos ao dessecamento;
  • Plantar em solos bem drenados, que não acumulam água em excesso, pois solos encharcados no final do ciclo favorecem muitas doenças, como a sarnapulverulenta e as podridões de tubérculos;
  • Não irrigar em excesso ou com água contaminada;
  • Não aplicar excesso de calcário; pH acima de 6,0 favorece a ocorrência da sarna;
  • Adubar corretamente; falta ou excesso de nutrientes favorece o desenvolvimento de doenças e pragas;
  • Quando disponível, plantar cultivares resistentes às doenças e insetos mais prevalecentes na região;
  • Pulverizar preventivamente com fungicidas recomendados para a cultura, quando as condições climáticas forem favoráveis a uma determinada doença;
  • Monitorar a população de insetos e pulverizar só quando necessário;
  • Utilizar espaçamento correto para cada cultivar; plantios pouco arejados favorecem doenças;
  • Visitar frequentemente o campo e observar qualquer irregularidade que favoreça doenças, como vazamentos de canos de irrigação, ocorrência de plantas daninhas, presença de insetos, etc;
  • Em campo de batata-consumo pode-se tolerar até 30 pulgões sem asas por 100 folhas baixeiras da planta da batata;
  • A erradicação de plantas com sintomas de virose só se justifica em campos de produção de batata-semente;
  • A aplicação de inseticidas para o controle de viroses não se justifica no caso do FVY (transmissão não circulativa). Com o vírus do enrolamento (PLRV) (transmissão circulativa) a medida se justifica desde que haja baixa incidência de vírus no campo. Utilizar inseticidas específicos para pulgôes (ver Tabela 6);
  • Fazer eficiente controle de plantas daninhas, principalmente as solanáceas que abrigam insetos que transmitem viroses ou causam danos às folhas e tubérculos;
  • Realizar a colheita com cuidado, de modo a não ferir os tubérculos;
  • Não lavar a batata; tubérculos que se ferem e recebem umidade no processo de lavação e apodrecem rapidamente. Quando houver necessidade de lavação, deixar que os tubérculos sequem bem antes de embalar ou transportar;
   
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